Notícias locais
7 de abril de 2026Varejo da região de Presidente Prudente cresce 8% e tem 2º melhor desempenho do Estado
07 de abril, às 15h24
Por: Júlia Fatinansi

O faturamento do comércio varejista na região de Presidente Prudente atingiu mais de R$20 bilhões em 2025, um crescimento de 8%, quando comparado a 2024. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), este foi o segundo melhor desempenho entre as 16 regiões do Estado de São Paulo, ficando atrás apenas de Osasco, que obteve um aumento de 8,5%.
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Presidente Prudente (Sincomércio), no ano passado, sete das nove atividades pesquisadas mostraram um crescimento corporativo anual, e quatro delas atingiram a maior receita histórica, sendo elas: farmácias e perfumarias, materiais de construção, supermercados e o grupo outras atividades, onde predomina o varejo de combustíveis.
Por outro lado, duas atividades sofreram com queda nas vendas. O faturamento das lojas de autopeças e acessórios diminuiu 7%, enquanto a atividade de eletrodomésticos, eletrônicos e loja de departamentos registrou uma queda de apenas 0,7%.
Após um ciclo de crescimento vigoroso, o varejo começou a dar sinais de desaceleração a partir do segundo semestre de 2025, o que é natural, considerando a base de comparação e os aspectos macroeconômicos, como a alta na taxa de juros, a inflação que permaneceu acima do teto da meta durante boa parte do ano, o endividamento e a inadimplência das famílias em alta, dentre outros fatores que influenciam negativamente o consumo.
Fim de ano com alta nas vendas
O mês de dezembro, impulsionado pelas compras de Natal, teve papel importante no desempenho do setor. Em 2025, o faturamento mensal do varejo na região atingiu quase R$ 2 bilhões, o maior patamar já registrado, com crescimento de aproximadamente 3% em relação a dezembro de 2024.
Avaliação Fecomércio-SP
Na avaliação da Federação, o resultado de 2025 foi excepcional. Este foi o segundo melhor desempenho do Estado e, além do recorde histórico, o comércio da região cresceu sobre uma forte base de comparação – em 2021, o crescimento foi de 9,6%, 9,2% em 2021, 3,8% em 2023 e 6,9% em 2024.
Diante desse contexto, o cenário para 2026 é desafiador e a expectativa é que o varejo entre em uma fase de acomodação, mesmo com os resultados desenvolvidos ao longo do ano.
Atividades ligadas ao comércio de bens essenciais, como farmácias e perfumarias, e supermercados, devem seguir com um bom desempenho, enquanto o de bens duráveis deve ser afetado por juros elevados e um maior conservadorismo das famílias, principalmente no segundo semestre, com as eleições.
