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17 de setembro de 2018

Recuperação do mercado de trabalho varejista no Estado de São Paulo em 2018 fica ameaçada


FecomercioSP teme que expectativa de aumento nas vendas no segundo semestre do ano não seja suficiente para que o setor encerre o ano com saldo positivo de empregos

A recuperação do mercado de trabalho do varejo no Estado de São Paulo ficou ameaçada em 2018. Mesmo com a expectativa de expansão das vendas nesse segundo semestre, e de datas importantes do calendário varejista, como a Black Friday e o Natal, o desemprego continua elevado e isso impede o crescimento do consumo das famílias.

Contratar é uma forma de investimento que precisa de um ambiente com certa segurança econômica e política para que seja feita e, às vésperas das eleições, que ocorrem em outubro, é difícil prever como ficará a economia brasileira (em geração de empregos, investimentos e consumo das famílias).

Essa conjuntura, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), tem afetado a criação de vagas formais do segmento desde o início do ano.

A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PESP Varejo), realizada mensalmente pela Entidade, aponta que abril foi o único mês em que o setor apontou saldo positivo (2.340 empregos). No acumulado do ano, 33.904 vagas foram fechadas, concentradas nos setores supermercadista e de vestuário, tecidos e calçados. Já o melhor resultado foi apurado pelas concessionárias de veículos (808 vagas).

Em julho, o comércio varejista paulista eliminou 175 empregos, sendo este o terceiro mês consecutivo com extinção de vagas com carteira assinada e o pior desempenho para o mês desde 2015.

Cinco das nove atividades analisadas registraram mais desligamentos do que admissões, com destaque, mais uma vez, para as lojas de vestuário, tecidos e calçados (-1.107 vagas) e para o grupo de outras atividades (-462 vagas). O setor é composto por combustíveis para veículos automotores; lubrificantes; livros, jornais, revistas e papelaria; artigos recreativos e esportivos; joias e relógios; gás liquefeito de petróleo (GLP); artigos usados e outros produtos novos não especificados. Confira a matéria completa aqui.

 

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